quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Diário de uma romana – Cap. I

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2005 21H52m GMT Europe/London

Amigos, companheiros, palhaços...

Já estou instalada na minha nova cidade... não! Não façam já as malas... ainda estou no Hotel Colors e já percebi q vai ser a minha residência por mais uns tempitos! Pois bem, a minha aventura começou logo no aeroporto qd a minha mala não chegou, afinal vim a descobrir que ficou por Lx. Tanto trabalho e a vermelhinha nem saio da terra! Depois de dois dias a mendigar roupa à minha amiga Joana, hoje nem imaginam a minha felicidade ao chegar ao quarto e ver a minha mala! Já estava a ficar preocupada, não posso ser uma erasmus mal trapilha na cidade com mais gente estilosa por metro quadrado de Itália!Quanto à aventura casa posso dizer q acabou de começar. Pois é, amigos, isto vai ser um cabo de tormentos, ou melhor vai é dar cabo dos meus gémeos! Hoje e ontem estivemos na fase operação "busca e liga", amanha vamos passar p a operação vê e cai p o lado c os preços! Mas a esperança é a ultima a morrer e como nós somos miúdas espertas, fizemos o nosso ar mais santo, puro e católico e fomos falar c o dealer de casas português, ou seja, o monsenhor da igreja tuga: grande senhor, amanha já vamos ver casas em Trastevere, tipo bairro alto versão upgrade.Por hoje é tudo e talvez amanha haja mais.


Baci e já com saudades,
Ju


Cenas dos próximos episódios: Joanas encontram casa maravilhosa: grande, espaçosa, um quarto p cada uma, sala c varanda, internet, no centro da cidade e com 3 inquilinos locais lindos de morrer...

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Diário de uma Romana

Numa tarde nostálgica revi todos os e-mails que enviei enquanto "romana", ou melhor enquanto uma estudante Erasmus em Roma. Decidi que tal novela Italiana merecia um espaço de partilha... a partir de hoje irei publicar um episódio por dia do meu ano em Roma há muito, muito tempo atrás.

sábado, 3 de Outubro de 2009

O que será, será... the future's not ours to see!

Há mais de um ano escrevi um e-mail que ficou por enviar a quem queria, enviei sim mas a uma amiga, porque as amigas são o nosso melhor porto de abrigo e o nosso detector "anti-burrice"...
Sexta, dia 30 de Maio de 2008
OK, pronto! Tenho de admitir que estou a escrever em modo de monólogo!
Envio este mail na esperança que o leias sob o efeito do alcóol porque, dizem, desperta o nosso lado mais sincero.
Just thinking of you... Acho que temos de experimentar o tal beijo que se ficou pela teoria, não me perguntes porquê, neste momento digo-te apenas que tenho curiosidade, depois logo se vê.
Tenho, ainda, de partilhar uma informação muito útil em relação ao universo feminino: Enviar msgs deixando em aberto a possibilidade de um encontro, é um pesadelo para qualquer miúda! Sim, estou e referir-me ao "se... depois procuro-te". Este tipo de msg origina um padrão de comportamento ridículo, que eu desaprovo, e que dei por mim a fazê-lo! Passo a explicar. A minha noite de sábado foi, mais ou menos, a seguinte: jantar no bairro com amigos, em que cada vez que recebia uma msg, o meu ego termia, depois no bairro, entre cada piada, idem, aspas aspas, e depois entre cada música e passo de dança, parecia uma tontinha a olhar novamente para o telemóvel, até que agarrei no telefone e pensei - que se lixe! vou enviar eu uma msg!; mas acabei por ir para casa drunk e a sentir-me mesmo estúpida. O que não melhorou no dia a seguir! Isto é o que acontece a 90% das mulheres. Acho que o problema é que, grande parte de nós, ainda acredita nos contos do Walt Disney. Se o senhor ainda fosse vivo, fazia-lhe uma espera!
Please não penses que eu sou alucinada, quer dizer, talvez até seja, mas só um bocadinho. Não sei muito bem onde quero chegar com este mail, este é o tipo de conversa que se tem com as amigas, talvez devessemos ser apenas amigos, não sei... só sei que não quero ficar no escuro!
Recebi o conselho “he’s not just that into you”, mas o que à partida pareceu “não ser” acabou por acontecer… voilá!

quarta-feira, 23 de Julho de 2008

O Deus das Pequenas Coisas

É um livro da escritora Arundhati Roy, activista indiana diga-se de passagem, que ficou na minha memória como fazendo parte daquelas pequenas coisas que adoçam a vida. Sim, porque todos os dias me pergunto se a vida é o instante, o agora, o meu acordar desorientada porque já estou atrasada, o momento em que vejo uma cara de olhos inchados ao espelho, a espera na fila do supermercado, o cortar das unhas que já não cabem nos sapatos, o esfregar dum tacho de arroz queimado… A vida é ISTO? Porque é que pensamos que estas pequenas coisas são apenas parênteses da nossa vida? Será culpa dos Irmãos Grimm, do Mr. Walt Disney ou dos livros de quadradinhos da Marvel?
Foi este o livro que me fez perceber que passamos a vida toda à procura de uma missão, daquele grande feito que completará o sentido de toda a nossa existência. Tenho a informar-vos que não, nunca vamos conseguir vencer um dragão, transformar uma abóbora numa carruagem ou desviar um furacão! A vida é, sim, feita de um sorriso sincero, de uma gargalhada sonora, de um mergulho numa tarde de calor, de um ataque de ritmo ao ouvirmos esta ou aquela música, do cheiro a Jasmim, do “ Dolce fare niente”, de um beijo que nos levanta os pés do chão, do click de uma fotografia… enfim, de grandes pequenas coisas!

segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Hippie para sempre: eis a questão!

Nunca vos aconteceu irem a caminho do trabalho, no metro ou em qualquer outro meio de transporte, olharem para o reflexo no vidro, verem uns cabelos penteados, uma roupa engomada, uns sapatos cintilantes... e pensarem: sou eu? sou mesmo eu! Onde está o hippie que havia em mim? Onde?
Porque será que não podemos ficar a vida toda de mochila às costas, chinelos nos pés, cabelos emaranhados e sorriso de viajante...